Todos nós pensamos nisso.
O momento final, o último suspiro. A hora da morte!
Qualquer que seja o nome que dão.
A maioria das pessoas daria qualquer coisa só para ter mais alguns minutos…
Alguns acreditariam pra ter mais uns minutos.
Outros adorariam pra ter mais tempo.
Aqueles rezariam pra ter mais dias.
Muitos são capazes de odiar.
Milhares lutam por isso, muitos choram e muitos mais morrem por isso.
Nós nos deixamos dividir e ser completamente controlados por aquele momento final que é compartilhado por todos nós.
A parte mais definitiva de nossa existência.
Deveríamos nos unir por isso.
Deveríamos viver a vida ainda mais intensamente e completamente justamente por causa disso.
E quando aquele momento finalmente chegar, se é que é realmente o fim.
Que seja!

Macaco Molhado

Macaco Molhado

Numa experiência cinco macacos foram colocados numa gaiola.

No teto da gaiola foi pendurada uma banana.

Embaixo da banana foi colocada uma escada.

Toda vez que algum macaco tocava na escada para subir e pegar a banana, cada um dos outros macacos levava uma esguichada de água gelada.

Logo, logo, assim que algum macaco tentasse subir na escada os outros macacos o atacavam.

Agora a experiência mudou, foi retirado um macaco do grupo de cinco e foi introduzido um outro macaco.
O novato vê a banana e tenta subir a escada.
Pra sua surpresa e horror todos os outros macacos pulam em cima dele e impedem que sequer toque na escada. Após tentar mais uma ou duas vezes ele aprende que se tentar subir na escada vai ser atacado.

Agora a experiência mudou de novo. Um dos quatro macacos do grupo inicial foi retirado e foi introduzido um novo macaco que obviamente tentou subir e foi atacado antes que conseguisse tocar na escada. O macaco que veio antes dele participou com entusiasmo do ataque.

Novamente a experiênica mudou e foi retirado mais um macaco do grupo original e substituido por um novo macaco que repetiu o processo e todos os outros macacos o atacaram quando ele tentou subir a escada. A maioria dos macacos que o atacavam não faziam a menor idéia do porquê ser proibido subir a escada nem porque estavam surrando o pobre macaco novo.

Depois de substituir todos os cinco macacos originais, nenhum dos que estavam na gaiola jamais levou um banho de água gelada mas mesmo assim nunca mais tocou na escada.

Por quê?

Porque desde que eles saibam é assim que as coisas são por ali.

Uma lista de coisas invisíveis.
O que é invisível?
Pode parecer estranho mas muito mais coisas do que a gente imagina.
Na verdade, tudo é invisível.
Pelo menos tudo que é importante, tudo que faz a matéria, exceto tudo e exceto a própria matéria.
Podemos ver as coisas mas não podemos enxergar a matéria que são feitas.
Podemos ver os planetas e estrelas, mas não enxergamos aquilo que os sutenta ou aquilo que os faz mover.
Poder ver a casca das coisas, mas não enxergamos o interior, não vemos como a “máquina” funciona. Na verdade quanto mais perto a gente olha mais sem foco a visão fica. Cientistas ao se depararem com o elétron não conseguiram determinar sua exata posição. Aquela visão do átomo como um sistema solar onde o núcleo representa o sol e os elétrons são os planetas girando em volta já está esquecida. O elétron se apresenta como uma nuvem desfocada orbitando o núcleo, ele pode estar em qualquer ponto de sua órbita ao mesmo tempo. E se formos mais fundo ainda, se olharmos mais de perto ainda, tudo então desaparece, só existe energia e energia é invisível.
Outro aspecto interessante das coisas invisíveis é que aquilo que a gente não vê, não conseguimos entender.
A força da gravidade por exemplo, não podemos ver e não sabemos absolutamente nada sobre o que é gravidade. Entendemos e percebemos os efeitos, mas não temos a menor idéia do que realmente é essa força que faz com que a matéria se atraia pelo universo. Quanto maior a massa (matéria) maior a atração.
Podemos ver os rostos uns dos outros, mas não enxergamos os pensamentos. Se chegarmos bem perto dá até pra sentir o cheiro uns dos outros mas nossa consciência é invisível. É incrível o fato de não podermos ler os pensamentos uns dos outros. O que é a nossa consciência? Não temos a menor idéia do que significa ter consciência, não sabemos o que é necessário para que um ser tenha ciência de sua própria existência. Não estamos nem esbarrando na fronteira da intelingência artificial. Na verdade nem a burrice artificial nós ainda inventamos.
Podemos sentir a presença delas em todo lugar, podemos sentir seu poder, podemos ver a ação delas em todo o universo mas não enxergamos as forças físicas que movem e fazem o universo e tudo que existe.
Podemos ver a luz do sol, mas ela encobre as estrelas. O universo fica invisível. Quanto mais luz, menos podemos ver.
Não podemos ver o tempo. Na verdade existe um movimento dentro da física moderna onde se teoriza que o tempo nem existe.
Não podemos ver o futuro. Nem o passado, exceto em nossas memórias.
Não podemos ver os átomos, nunca poderemos, eles são menores que o comprimento de onda de luz.
Não podemos ver nenhum gas, hidrogênio, nitrogênio, etc…
Não podemos ver luz. Só vemos, na verdade, os objetos onde a luz se reflete.
Não podemos ver nem entender eletricidade. Se alguém te disser que sabe o que eletricidade realmente é, não acredite, ninguém sabe.
Existem centenas de bilhões de galáxias no universo, a olho nu só vemos umas 4 ou 5.
Ondas de rádio também são invisíveis. Henrik Hertz chamou as recém descobertas “ondas” de rádio porque ele notou que elas “radiavam”.
Tecnicamente um ponto é invisível porque não tem altura nem largura nem profundidade.
Não vemos também a “armação” onde nosso corpo se sustenta. A células do nosso corpo se renovam continuamente. A cada dez dias todas as suas papilas gustativas são novas, sua coluna vertebral demora mais, mas todos os órgãos e céluas do nosso corpo são completamente substituídas por novas células mais ou menos a cada sete anos. Então a pergunta é: O que somos nós? De que é feito esse “suporte” que nos sutenta? O que estamos fazendo aqui? Pra quê?
Pra tentar responder essas perguntas dois renomados filósofos do século XX disseram;
“Eu não sei por que estamos aqui, mas com certeza não é pra nos divertirmos.”
“Estamos aqui para ajudar aos outros, o que os outros estão fazendo eu não tenho a mínima idéia”

O que é invisível

O que é invisível?

Pode parecer estranho mas muito mais coisas do que a gente imagina.
Na verdade, tudo é invisível.
Pelo menos tudo que é importante, tudo que faz a matéria, exceto tudo e exceto a própria matéria.
Podemos ver as coisas mas não podemos enxergar a matéria que são feitas.

Podemos ver os planetas e estrelas, mas não enxergamos aquilo que os sutenta ou aquilo que os faz mover.
Poder ver a casca das coisas, mas não enxergamos o interior, não vemos como a “máquina” funciona. Na verdade quanto mais perto a gente olha mais sem foco a visão fica. Cientistas ao se depararem com o elétron não conseguiram determinar sua exata posição. Aquela visão do átomo como um sistema solar onde o núcleo representa o sol e os elétrons são os planetas girando em volta já está esquecida. O elétron se apresenta como uma nuvem desfocada orbitando o núcleo, ele pode estar em qualquer ponto de sua órbita ao mesmo tempo. E se formos mais fundo ainda, se olharmos mais de perto ainda, tudo então desaparece, só existe energia e energia é invisível.
Outro aspecto interessante das coisas invisíveis é que aquilo que a gente não vê, não conseguimos entender.
A força da gravidade por exemplo, não podemos ver e não sabemos absolutamente nada sobre o que é gravidade. Entendemos e percebemos os efeitos, mas não temos a menor idéia do que realmente é essa força que faz com que a matéria se atraia pelo universo. Quanto maior a massa (matéria) maior a atração.
Podemos ver os rostos uns dos outros, mas não enxergamos os pensamentos. Se chegarmos bem perto dá até pra sentir o cheiro uns dos outros mas nossa consciência é invisível. É incrível o fato de não podermos ler os pensamentos uns dos outros. O que é a nossa consciência? Não temos a menor idéia do que significa ter consciência, não sabemos o que é necessário para que um ser tenha ciência de sua própria existência. Não estamos nem esbarrando na fronteira da intelingência artificial. Na verdade nem a burrice artificial nós ainda inventamos.
Podemos sentir a presença delas em todo lugar, podemos sentir seu poder, podemos ver a ação delas em todo o universo mas não enxergamos as forças físicas que movem e fazem o universo e tudo que existe.
Podemos ver a luz do sol, mas ela encobre as estrelas. O universo fica invisível. Quanto mais luz, menos podemos ver.
Não podemos ver o tempo. Na verdade existe um movimento dentro da física moderna onde se teoriza que o tempo nem existe.
Não podemos ver o futuro. Nem o passado, exceto em nossas memórias.
Não podemos ver os átomos, nunca poderemos, eles são menores que o comprimento de onda de luz.
Não podemos ver nenhum gas, hidrogênio, nitrogênio, etc…
Não podemos ver luz. Só vemos, na verdade, os objetos onde a luz se reflete.
Não podemos ver nem entender eletricidade. Se alguém te disser que sabe o que eletricidade realmente é, não acredite, ninguém sabe.
Existem centenas de bilhões de galáxias no universo, a olho nu só vemos umas 4 ou 5.
Ondas de rádio também são invisíveis. Henrik Hertz chamou as recém descobertas “ondas” de rádio porque ele notou que elas “radiavam”.
Tecnicamente um ponto é invisível porque não tem altura nem largura nem profundidade.
Não vemos também a “armação” onde nosso corpo se sustenta. A células do nosso corpo se renovam continuamente. A cada dez dias todas as suas papilas gustativas são novas, sua coluna vertebral demora mais, mas todos os órgãos e céluas do nosso corpo são completamente substituídas por novas células mais ou menos a cada sete anos. Então a pergunta é: O que somos nós? De que é feito esse “suporte” que nos sutenta? O que estamos fazendo aqui? Pra quê?
Pra tentar responder essas perguntas dois renomados filósofos do século XX disseram;
“Eu não sei por que estamos aqui, mas com certeza não é pra nos divertirmos.”
“Estamos aqui para ajudar aos outros, o que os outros estão fazendo eu não tenho a mínima idéia”

 

Toda vez que a vida te derrubar e as coisas parecerem mais difíceis e duras. Toda vez que as pessoas forem rudes, ignorantes e estúpidas. Toda vez que chega aquela hora de dizer; Basta!
Lembre-se que você está num planetinha que gira a 1500km/h em torno de si mesmo e gira a 9 mil quilometros por hora em torno do sol que é a fonte de todo o nosso calor e energia.
O Sol, você, eu e todas as estrelas que se vê estão se movendo a 1.600.000km por dia ou 65 mil quilometros por hora num dos “braços” da galáxia que chamaos de Via Láctea.
A Via Láctea por sua vez tem mais ou menos 400 bilhões de estrelas e mede 100 mil anos/luz de um lado ao outro que formam um disco mais largo no meio do que nas beiras. A largura do “miolo” pode chegar a 16 mil anos luz mas na beira do disco, onde moramos, a largura é de “apenas” 3 mil anos/luz. Com uma distância de 30 mil anos/luz daqui até o centro da galáxia, uma volta completa do nosso sol leva 200 milhões de anos.
E a nossa Galáxia é apenas uma entre as centenas de bilhões de outras que existem nesse incrível Universo.
O Universo por sua vez está se expandindo em todas as direções que existem. Cada vez mais e mais.
Quando você estiver se sentindo muito pequeno e inseguro, lembre-se como é incrivelmente improvável o simples fato de você ter nascido.

 

Splash_Sea_1920_1200Toda vez que a vida te derrubar e as coisas parecerem mais difíceis e duras. Toda vez que as pessoas forem rudes, ignorantes e estúpidas. Toda vez que chega aquela hora de dizer; Basta!

Lembre-se que você está num planetinha que gira a 1500km/h em torno de si mesmo e gira a 9 mil quilometros por hora em torno do sol que é a fonte de todo o nosso calor e energia.

O Sol, você, eu e todas as estrelas que se vê estão se movendo a 1.600.000km por dia ou 65 mil quilometros por hora num dos “braços” da galáxia que chamaos de Via Láctea.

A Via Láctea por sua vez tem mais ou menos 400 bilhões de estrelas e mede 100 mil anos/luz de um lado ao outro que formam um disco mais largo no meio do que nas beiras. A largura do “miolo” pode chegar a 16 mil anos luz mas na beira do disco, onde moramos, a largura é de “apenas” 3 mil anos/luz. Com uma distância de 30 mil anos/luz daqui até o centro da galáxia, uma volta completa do nosso sol leva 200 milhões de anos.

E a nossa Galáxia é apenas uma entre as centenas de bilhões de outras que existem nesse incrível Universo.

O Universo por sua vez está se expandindo em todas as direções que existem. Cada vez mais e mais.

Quando você estiver se sentindo muito pequeno e inseguro, lembre-se como é incrivelmente improvável o simples fato de você ter nascido.

thetencommandmentsPor quê dez?

Uma coisa sempre me incomodou. Por quê dez? Não se precisa de dez.
Eu acredito que a lista foi inflacionada deliberadamente e artificialmente pra poder chegar até dez. Encheram linguiça.
Mais ou menos 5 ou 10 mil anos atrás um bando de políticos e religiosos despachados resolveram se reunir e arrumar um jeito de controlar as pessoas, de mantê-las na linha. Eles sabiam que o povo é muito bobinho, fácil de enganar e acreditariam em qualquer coisa que se dissesse pra eles.
Então eles anunciaram que deus veio e deu pra eles os dez mandamentos. No topo da montanha quando ninguém estava olhando deus deu a eles os dez mandamentos. Mas deixa eu te perguntar uma coisa? Quando eles estavam sentados discutindo sobre o assunto por quê eles pegaram dez? Por quê o número dez? Por quê não nove? Ou onze?
Eu vou te dizer porque; Porque dez soa oficial. Dez soa importante. Eles sabiam que se fossem onze as pessoas não levariam a sério.
“- O quê? Tá brincando comigo? Os onze mandamentos? Vá se fuder!”
Mas dez é diferente. Dez é a base do sistema decimal, é uma década, é um número que satisfaz psicologicamente. “Os dez mais”, “Os dez primeiros”
Então ter dez mandamentos foi na verdade um decisão de marketing.
Pra mim é simplesmente e nada mais que um monte de cocô. É apenas um documento político inflacionado pra poder “vender” melhor.
Vou mostrar como se pode reduzir essa lista pra um número que dá pra aceitar de uma forma mais lógica.
Vou começar com os três primeiros e vou usar a versão católica romana porque foi a que me ensinaram quando eu era garoto.

1 – Não terás outros deuses diante de mim.

2 – Não invocar o santo nome de deus em vão.

3 – Santificar os domingos e festas de guarda.

Já direto do saco; as 3 são pura treta!
Festas de guarda, nome de deus, outros deuses? Que linguagem mais estranha. Que língua é essa? Assombração?
Linguagem formulada para assustar e controlar pessoas primitivas.  De jeito nenhum esse tipo de superstição infatilóide se aplica na vida de pessoas evoluídas e inteligentes do século XXI.
Corte os 3 primeiros e a lista já está menor; 7.

4 – Honra teu pai e tua mãe.

Obediência. Respeito pela autoridade. É só um nome bonito para “controle das pessoas”. A verdade é, obediência e respeito não deveriam ser automáticos, têm que ser merecidos. Deveriam ser baseados na performance dos pais. Alguns pais merecem respeito, a maioria não, ponto final.
A lista já caiu pra 6.

Por uma questão de lógica (coisa que as religiões não se sentem muito confortáveis em ter) vou pular a lista por um momento.

8 – Não roubarás.

9 – Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.

Roubar e Mentir. Na verdade esses dois conceitos mais ou menos falam da mesma coisa. Desonestidade.
Então não se precisa de dois, podemos combinar os dois e criar um novo; – Não deverás ser desonesto.
A lista caiu pra 5.

Já que estamos combinando, tem mais dois que dá pra combinar do mesmo jeito.

7 – Não cometerás adultério.

10 – Não desejarás a mulher do teu próximo.

De novo, esse dois mais ou menos falam da mesma coisa. Infidelidade marital. Podemos juntar os dois em:
– Não serás infiel.
A lista caiu pra 4.

Mas se você pensar bem, honestidade e fidelidade estão dentro do mesmo padrão de valores. Podemos, mais uma vez, combinar esses dois novos e usando uma lingugem mais positiva temos:
– Deverás ser sempre honesto e fiel.

A lista caiu de novo. Agora são só 2.
Só sobrou agora o quinto mandamento. Não matarás.
Se você parar pra pensar bem dá pra ver que as religiões nunca tiveram muitos problemas em matar pessoas. Mais pessoas foram assassinadas em nome de deus do que por qualquer outra razão. É só dar uma olhada pelo mundo; Irlanda do Norte, Oriente Médio, Cachemira, a inquisição, as Cruzadas, as torres gêmeas pra ver como a pessoas de religião levam a sério “não matarás”. E quanto mais devotos eles são,  mais eles vêem assassinato como sendo negociável. Depende de quem está matando e quem está sendo morto.
Com tudo isso em mente eu deixo vocês com a lista revisada de mandamentos.

1 – Deverás ser sempre fiel e honesto.
2 – Deverás tentar com todas as tuas forças não matar ninguém a não ser que ele acredite em algum outro ser invísivel diferente do teu.

Seria bem mais prático, Moisés poderia ter descido da montanha com a lista no bolso.

Mas eu acrescentaria mais um mandamento.
3 – Deverás manter tua religião pra ti mesmo.

Morte (afresco italiano em Palermo)

O Triunfo da morte (afresco italiano em Palermo)

O que é morte?

Nós humanos transformamos a vida numa coisa odiosa, numa batalha diária, uma luta constante, cheia de problemas e adversidades. Isso é obvio. Basta olhar a sua volta, o que nós, como sociedade, fazemos da vida. O ato de viver é uma batalaha constante. E separamos, divorciamos a vida da morte. Fizemos da morte uma coisa horrível, temerosa, abominável.
Mas esse jeito miserável, horrível de viver nós aceitamos, acreditamos que faz parte da vida, muitos nem reclamam. Alguns buscam consolo ou ajuda nas crenças. Acreditam em reencarnação, no céu, na vida após a morte.
Quando aceitarmos que a vida não é sofrimento. Quando enxergarmos que a vida, a morte, o amor são apenas partes do que chamamos existência. Quando começarmos a viver em paz e harmonia. Quando aceitarmos que a vida não é sofrimento, não é martírio, não é angústia. Quando esquecermos tudo isso. Quando deixarmos de ser crianças com medo do escuro que precisa do papai para segurar a sua mão. Quando a humanidade crescer. Quando o ser humano aprender a viver sem conflito nesse mundo.
A morte vai ter um significado totalmente diferente.

earth2Tradução livre das palavras de David Deutsch

Tem duas coisas que quase todo mundo sabe. A primeira delas, na verdade, já é conhecida desde os primeiros registros históricos.  Sabemos que o planeta terra, o sistema solar, enfim, todo o ambiente em que vivemos é única e especialmente equipado para permitir a evolução das espécies, nossa presença aqui e o mais importante, esse meio ambiente é a garantia da nossa sobrevivência no futuro. Hoje em dia surgiu essa idéia com nome dramático “Espaçonave Terra”. Do lado de fora, no espaço, o universo é implacavelmente hostil, do lado de dentro é tudo que temos, tudo que garante a nossa sobrevivência. Nós temos uma só chance.  Se destruirmos ou danificarmos a espaçonave não teremos para onde ir.
A segunda coisa que quase todo mundo sabe, contrária ao que se acreditava anteriormente é que os seres humanos não são de fato o centro do universo, a razão da existência. Como numa frase famosa do físico Steven Hawkins; “Somos apenas uma ‘misturinha’ de produtos químicos vivendo num planeta comum, em orbita de uma estrela comum que chamamos ‘sol’, flutuando na beira de uma galáxia comum, etc..” 
A primeira delas pôe nosso planeta numa posição de destaque, “unica e especialmente equipado”, a segunda no entanto fala de um “planeta comum”.  Se você decidir que vai levar a vida baseado numa das duas idéias elas podem parecer conflitantes mas isso não impede que as duas sejam completamente falsas. E elas são.
A segunda idéia diz que estamos num planeta típico, olhe a sua volta, o que você vê?  Misturinhas de produtos químicos, as paredes (produtos quimicos) mas isso não é um lugar comum, isso não é um lugar típico do universo.  Para ver o que mais existe no universo, o lugar mais comum que existe você tem que olhar mais de longe.  Se viajarmos mil quilômetros para fora do planeta e olharmos para trás veremos o planeta terra, mas ainda assim esse não é o lugar mais típico que existe.  Se viajarmas mais longe ainda e olharmos para trás veremos o sol, os planetas, o sistema solar… Mas ainda assim esse não é o lugar mais típico do universo.  Temos que ir ainda mais longe, para fora da galáxia.  Ao olharmos para trás veremos a Via Láctea, com seus braços em espiral magníficos, cintilando bem na nossa frente.  Nesse ponto estamos distantes da terra cem mil anos luz, ou seja, a luz do nosso sol demora cem mil anos pra chegar aqui.  Mas ainda assim não estamos nem perto do lugar mais típico do universo. Pra chegar nesse lugar temos que ir mil vezes mais longe.  Temos que ir para o espaço intergalático.
Mas como se parece, como é esse lugar? Como é o lugar mais típico, mais comum no universo?
Imagine um lugar totalmente escuro, absolutamente sem luz. É tão escuro que se você estiver olhando para a estrela mais próxima  e ela explode numa supernova  no momento que a luz dela atinge seu olho você não veria absolutamente nada. Mesmo sabendo que uma supernova é um dos eventos mais brilhantes, mais intensamente luminosos que existem no universo, uma supernova é capaz de te matar instantâneamente mesmo que você esteja a dezenas de anos luz de distância. Mesmo assim, olhando do espaço intergalático você não conseguiria vê-la.
Esse lugar é muito frio também, menos de 3 graus acima do zero absoluto ou −273.15° C.
Um lugar vazio… O vácuo que existe lá é um milhão de vezes menos denso que a melhor tecnologia na terra é capaz de criar.
Como somos capazes de saber sobre um lugar, um ambiente que fica tão longe, que é tão diferente de tudo o que estamos acostumados?
Acontece que o nosso meio ambiente, o planeta terra, na forma dos humanos está criando conhecimento. A fisica do nosso cérebro não poderia ser mais diferente da fisica nesses lugares. Mesmo assim o cérebro humano contém um modelo apurado e detalhado do que realmente acontece nesses lugares tão distantes, ele é capaz de descrever, visualizar e explicar com uma precisão incrível o que acontece. O sistema físico do cérebro contém um modelo preciso e apurado do outro sistema fisico, no caso, o espaço intergalático. Não só uma imagem superficial do que acontece, mas um modelo explanatório que envolve as mesmas relações matemáticas e as mesmas estruturas de causa e efeito. Isso é conhecimento.
E como se isso não fosse maravilhoso o bastante, a fidelidade, a precisão dessa relação está aumentando com o tempo, cada vez mais sabemos mais sobre esses lugares.
Somos uma “misturinha de produtos químicos” especial, nossa estrutura química contém a estrutura física e matemática de todo o universo e essa relação fica mais e mais apurada com o passar do tempo.

O pensador de RodinPensamento é a ação do tempo e do espaço.

O tempo é limitado em passado, presente e futuro. Sabemos que o que importa é o presente, mas acumulados os conhecimentos passados, tiramos nossas conclusões baseados no passado, agimos no presente baseados nesses conhecimentos para que o futuro seja menos tumultuado e menos problemático como foram o passado e o presente está sendo agora. Usamos o pensamento para realizar essas ações. Mas como o tempo é limitado, também são nossos pensamentos. Isso é óbvio.
Esse limite gera conflitos e mais problemas. Essa limitação sempre gera discriminação. Qualquer forma de discriminação, seja ela boa ou má, qualquer conclusão já formada, qualquer forma de conhecimento adquirido vai impedir de ver o mundo e a vida como eles realmente são. Só é possível ver claramente se você parar de repetir o que vem sendo repetido há milênios, se você quebrar o padrão, se você esquecer todos os limites, tirar todas as vendas que foram colocadas em seus olhos pela sociedade, pelos seus pais, avós, professores, mestres, gurus, padres, pastores, religiões, suas conclusões próprias, seus egoismos, racismos, nacionalismos, partidismos e todos os “ismos” que existem.
Você tem que ser livre e se livrar de tudo isso. Tudo que te separa de humanidade, tudo que divide; “Eu sou brasileiro, ele é Francês, aquele é Afegão, ela é católica, ele é judeu e etc.”   Tudo isso divide, limita, impede, gera conflito.
Se você conseguir enxergar de verdade como isso é obvio você vai mudar a consciência de toda a humanidade.

tank_manOnde existe limite existe conflito.

Limite é tudo que gera insegurança, medo, terror, dor, solidão, tristeza, competição, ciúme, inveja, guerra…
Qualquer tipo de limite que existe foi criado pelo pensamento humano. Os países e estados políticos são o tipo mais óbvio de limite criado pelas pessoas, o que gera guerras e pobreza. Religião e crenças e dogmas são limitadas e separam as pessoas em Cristãos, Judeus, Muçulmanos, Hindus, etc., o que gera intolerância e terrorismo. Com a mesma intensidade que um fervoroso católico acredita nos dogmas e rituais e crenças da sua religião um muçulmano acredita nas dele. Quem está certo? Eu tenho um palpite; Ninguém. O erro é a separação criada. Religião é limitada porque é criada pelo pensamento humano. Onde existe limite, existe conflito.
Considerando o que o mundo é hoje, com toda a sua miséria, conflitos, brutalidade destrutiva, agressão e etc…
É preciso quebrar esse padrão. Essas coisas e maneiras e jeitos de viver a vida que ainda são os mesmos que eram 100 mil anos atrás.
Já deu pra ver que não funciona. Sociedade, religião, crenças, igrejas, instituições, países, tudo criado para resolver os problemas que a humanidade enfrenta há milênios. Nada funcionou.
O homen ainda é como ele era. Ainda brutal, violento, agressivo, egoista, competitivo e construiu uma sociedade seguindo essa linha de pensamento.
Ainda existe pobreza, guerras, conflitos, intolerância, separação, fome, terrorismo.
Será que a humanidade nunca vai crescer? Será que vamos continuar eternamente vivendo com medo do escuro como uma criancinha? O que é preciso para levantar a cabeça e agir como adultos?
A qualidade dos nossos relacionamentos afeta a qualidade da vida de todas as pessoas no mundo inteiro.
Porque é tão dificil ver que todas as pessoas do mundo inteiro são uma coisa só?
A consciência humana é uma só.

michelangelo_the_creation_of_adamTradução livre das palavras de J. Krishnamurti

Espiritualidade é um termo específico que, na verdade, quer dizer um “lidar com a intuição”.
Na tradição teísta existe essa noção de ligação com mundo. Onde certo ato é considerado despresível a certo princípio divino ou certo ato é considerado aprasível a certo princípio divino.
A tradição não-teísta, no entanto, é bem direta, a tradição ou história não é muito importante, o que importa é o aqui e agora.
Agora é definitivamente agora, tentamos vivenciar o que está disponível ali, naquele momento. Não existe motivo para pensar que o passado existiu, ou que podemos ter de novo o que já passou. Isso é o agora, simples e direto. Sem misticismo, apenas o agora. E desse “agora”, no entanto, surge uma sensação de estar lidando constantemente com a realidade ponto a ponto, um a um. Experimentamos, na verdade, um precisão fantástica no lidar com a realidade. Mas somos ameaçados pelo agora, por isso pulamos para o passado ou para o futuro. Preste atenção no que existe a sua volta, na sua vida, quão rica é essa vida que vivemos!
Todas essas escolhas e opções acontecem o tempo todo, mas nenhuma delas deve ser considerada boa ou ruim. Tudo que experimentamos não vem com  etiquetas dizendo; “Isso é considerado bom” ou “Isso é mau”. Apenas experimentamos, mas não damos o devido valor a elas. Não consideramos que estamos indo a algum lugar, ao contrário, achamos que essas experiências são um estorvo. Esperando a morte chegar.
Isso é um problema, isso é não acreditar no “agora” devidamente. O que você está experimentando agora possui muitas coisas poderosas. Tão poderosas que não se consegue encará-las. Por isso pegamos emprestado experiências passadas ou esperamos que o futuro seja melhor, o tempo todo. Talvez seja por isso que procuramos religião, talvez seja por isso e marchamos nas ruas, talvez seja por isso que reclamamos para a sociedade, talvez seja por isso que votamos nos presidentes. É muito irônico, muito engraçado de verdade.

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